Cerveja e Cinema: Uma Harmonização Excelente

Cerveja e Cinema: Uma Harmonização Excelente

Fazer uma boa cerveja é uma arte. Os ingredientes certos, a combinação perfeita, a melhor forma de fermentação… Tudo requer muito carinho e muito cuidado, para produzir uma cerveja com sabor, aroma e textura únicos.

Apreciar uma boa cerveja também é arte. Saber identificar gostos diferentes, saber como harmonizar, qual é o melhor momento para beber… Quem gosta de cervejas especiais sabe que apreciá-las vai além da mera casualidade.

E que tal apreciar as melhores cervejas de uma maneira diferente? Com a sétima arte.

Parte da cultura de brasileiros, europeus e americanos, não é raro vermos cervejas aparecerem em filmes. Seja em cenas descoladas em algum bar ou no conforto de uma casa, em um momento de descanso. Os filmes retratam a vida, o dia-a-dia, por isso a cerveja é uma personagem importante.

O cinema, diferente da cerveja, tem uma história ainda curta, iniciada há pouco mais de 100 anos. Seu surgimento se deu na França, mais precisamente em 28 de dezembro de 1895, quando a primeira projeção paga da história foi feita pelos irmãos Lumière.

Do século XIX para cá, muita coisa mudou. Primeiramente, a Europa não domina mais a indústria, com produções francesas, italianas e francesas. O cinema famoso do mundo todo é o de Hollywood. Além disso, muito progresso foi feito, saindo de filmes curtos sem cores nem som para grandes produções de milhões de dólares, com todos os efeitos visuais possíveis.

Nesse quesito, a cerveja não pode se vangloriar muito. Seu desenvolvimento foi lento, muito lento, acompanhando povos, etnias e eras diferentes. Sua origem está ligada ao descobrimento da fermentação, há cerca de 10.000 anos. Historiadores e arqueólogos dizem que a criação da cerveja provavelmente foi um acidente. E que belo acidente.

Os próprios filmes nos mostram que já existia cerveja há muito tempo. Filmes que retratam desde o Egito antigo, passando pela Era Medieval até a Revolução Industrial costumam mostrar que as pessoas já tinha hábito de tomar cerveja.

E se antes os filmes não contavam com quase nenhuma tecnologia, as cervejas antigamente, então, eram completamente rústicas. Processos demorados de fermentação e armazenamento precário levavam a cervejas escuras, de amargor forte.

Os avanços da cerveja aconteceram quando elas deixaram de ser majoritariamente familiares (produzidas literalmente dentro das casas das famílias, com pouco conhecimento e estrutura) e passaram a ser produzidas em conventos, na Idade Média. Passado mais um tempo, os artesões de cerveja e os metres cervejeiros começaram a montar suas próprias cervejarias, aperfeiçoando o processo.

Essa história foi repetida pelo cinema, de forma muito mais rápida. Conforme o cinema foi deixando de ser um hobby de poucas pessoas e foi virando uma profissão, com apoio de produtoras, o cinema começou a ser disseminado, além de ver sua qualidade melhorar exponencialmente. E com toda essa melhora, foi possível apreciar a cerveja na telona em diversos filmes.

Quando o assunto é filme e cerveja, uma das cenas mais emblemáticas é a do filme Um Sonho de Liberdade (1995) com Morgan Freeman. Na cena, que você pode ver a seguir sem legendas, o trabalhador negocia algumas cervejas com um policial. O negócio é bem feito e o resultado é um momento típico de cerveja: amigos reunidos desfrutando uma garrafa de cerveja enquanto relaxam.


Mais antigo, o filme Encurralado (1971), de Steven Spielberg, já trazia uma cena emblemática com cerveja. O ambiente é um bar com vários homens bebendo cerveja. Após passar pelo bar todo, a câmera focaliza em um cartaz que apresenta vários copos de cerveja diferentes. A pergunta lançada para o espectador, então, é: qual desses copos é o motorista que dirige o caminhão?

Além de filmes com ótimas cenas contendo cerveja, há alguns filmes que se dedicam inteiramente a falar sobre cerveja. Em especial, há alguns excelentes documentários que falam sobre a história da cerveja, sua produção e algumas curiosidades. Destacamos três que temos certeza que vocês vão gostar.

Do final de 2010, temos o documentário brasileiro “Cerveja Falada”. O filme conta a história da cervejaria mais antiga do país: a Cervejaria Canoinhense. Fundada em 1908 na cidade catarinense de Canoinhas, ou seja, com mais de um século de história, é a cervejaria mais antiga ainda em funcionamento no Brasil.

O protagonista do filme é o mestre cervejeiro Rupprecht Loeffler. O Senhor Loeffler herdou a cervejaria de sua família, que antes era tocada por seu irmão e primeiramente por seu pai. Já bem idoso, Loeffler continua como uma atração à parte do bar da cervejaria, cujos clientes vão lá não somente para apreciar uma cerveja artesanal de alta qualidade, mas também conversar com o Rupprecht Loeffler.

Um dos motivos do sucesso da Cervejaria Canoinhense é sua produção. Ela segue o padrão alemão de pureza, com uma receita que passa de gerações. Se a cervejaria já se manteve até hoje, ela ainda durará muito mais, com a mesma qualidade. Quem for para o interior de Santa Catarina não pode deixar de conhecer.

O próximo filme pode lhe causar uma certa confusão: Michael Jackson – The Beer Hunter (Michael Jackson – O Caçador de Cervejas). Pois, claramente, esse Michael Jackson não é o falecido cantor, mas um cervejeiro da Califórnia.

O filme, que também é um documentário, é dividido em seis partes. Cada uma das partes conta discorre sobre seis temas diferentes. Ele inicia falando sobre a California Pilgrimane, uma famosa cervejaria americana. Em seguida, ele nos conta sobre o Best of British, festival inglês de cerveja. A terceira parte é sobre pilsens clássicas, como a Urquell, cerveja da República Tcheca de extrema qualidade. A quarta parte foca nas cervejas alemãs, enquanto a quinta fala sobre as belgas. Por fim, a última parte trata sobre cervejas raras, como a La Trappe, cerveja holandesa do século XIX.

 

O terceiro documentário que trazemos é o Modern Marvels – Brewing, do History Channel (ou Maravilhas Modernas – Preparo de Cerveja). Para cervejeiros e curiosos, esse documentário é ótimo, pois mostra o processo de produção de cerveja, além de passar por micro-cervejarias famosas pelo mundo.

Para terminar o post, achamos uma cena muito interessante do musical A Roda da Fortuna (Tha Band Wagon – 1951). A pequena cena mostra uma música cantada pelo protagonista Tony Hunter (vivido pelo ator Fred Astaire). A canção, cujo nome é “I Love Louisa”, claramente é uma declaração de amor à Louisa. Mas não somente, também contém uma pequena declaração de amor à cerveja.

A música inicia com o seguinte trecho: “How I love a glass of beer. Beer goes very good with beer. When I’m drinking beer, I’m thinking ‘Ach, life is beer’.” (Como eu amo um copo de cerveja. Cerveja vai muito bem com cerveja. Quando eu estou bebendo cerveja, eu penso “Ah, vida é cerveja”).

 

Bom filme. E boa cerveja.

Fonte: http://www.clubeer.com.br/blog/post/93-cerveja_e_cinema_uma_harmonizacao_excelente

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